As Baratas
07
maio
2015

Blattaria ou Blattodea é uma ordem de insetos cujos representantes são popularmente conhecidos como baratas. É um grupocosmopolita, sendo que algumas espécies (menos de 1%) são consideradas como sinantrópicas. Entre os principais problemas que as baratas podem ocasionar aos seres humanos está a sua atuação como vetores mecânicos de diversos patógenos (bactérias, fungos,protozoários, vermes e vírus). As baratas domésticas são responsáveis pela transmissão de várias doenças, através das patas e fezespelos locais onde passam. Por isso são consideradas perigosas para a saúde dos seres humanos.

Espécies

As espécies consideradas como praga

Das cerca de 4.000 espécies descritas, menos de 1% são consideradas como pragas urbanas. A seguir uma breve descrição de algumas destas espécies.

  • Blatella germanica (Barata alemã): cosmopolita (temperatura preferida: 30 °C); tamanho: 10–15 mm de comprimento; originária da região oriental da África; principalmente uma praga domiciliar, mas que em noites quentes pode ir para o peridomicilio; comum em cozinhas e restaurantes; é a praga mais importante dentre as baratas, devido: alto potencial reprodutivo (sendo que a resistência a determinado inseticida se prolifera rapidamente), pela fêmea carregar a ooteca durante quase todo o período de incubação dos ovos (depositando-a em local favorável para o desenvolvimento ninfal) e pelo tamanho diminuto podendo se esconder em locais inacessíveis à ação dos inseticidas; período de incubação dos ovos: aproximadamente 17 dias; período de desenvolvimento das ninfas: 38-40 dias com 5 a 6 mudas (machos) e 40-60 dias com 6 a 7 mudas (fêmeas); longevidade dos adultos: 4 meses (machos) e 6 meses (fêmeas); as fêmeas produzem de 4 a 8 ootecas, com cada ooteca apresentando de 30 a 40 ovos.
  • Blatta orientalis (Barata oriental): regiões de clima temperado (temperatura preferida: 20-25°C); tamanho: aproximadamente 25 mm de comprimento; originária da região norte da África; praga domiciliar e peridomiciliar; comum em porões, adegas, banheiros; fêmea carrega a ooteca por um ou dois dias, e deposita em locais protegidos (pode cobrir ooteca com material); há partenogênese; período de incubação dos ovos: aproximadamente 40-80 dias; período de desenvolvimento das ninfas: 180 dias com 7 a 8 mudas (machos) e 300 dias com 9 a 10 mudas (fêmeas); longevidade dos adultos: 60 a 250 dias; as fêmeas produzem de 5 a 10 ootecas, com cada ooteca apresentando aproximadamente 16 ovos.
  • Periplaneta americana (Barata americana): cosmopolita (temperatura preferida: 30-33 °C); tamanho: 28–44 mm de comprimento; originária da região tropical da África; principalmente uma praga peridomiciliar, mas durante o forrageamento pode entrar no domicilio; comum em áreas de manipulação de alimentos (cozinhas) e rede de esgoto; fêmea carrega a ooteca por 24 horas, e deposita em locais protegidos; há partenogênese; período de incubação dos ovos: aproximadamente 25-40 dias; período de desenvolvimento das ninfas: 130-150 dias com 9 a 13 mudas (machos e fêmeas); longevidade dos adultos: 250-350 dias, sendo menor para os machos; as fêmeas produzem aproximadamente 30 ootecas, com cada ooteca apresentando entre 14-16 ovos.
  • Periplaneta fuliginosa (Barata de faixa marrom): cosmopolita (temperatura preferida: 26-30 °C); tamanho: 13–14 mm de comprimento; originária da África; uma praga tanto domiciliar (presente em todos os cômodos) como peridomiciliar; fêmea carrega a ooteca por 24 horas, e deposita em locais protegidos; período de incubação dos ovos: aproximadamente 40 dias; período de desenvolvimento das ninfas: 50-60 dias (machos e fêmeas); longevidade dos adultos: 115 dias (machos) e 90 dias (fêmeas); as fêmeas produzem aproximadamente 5-18 ootecas, com cada ooteca apresentando 16 ovos.

Metodologias de controle

Monitoramento

Antes de tomar qualquer medida de controle, o monitoramento de um local é importante para verificar o nível de infestação, o número de espécies existentes, e a localização do foco de infestação. As metodologias aplicadas na averiguação destas informações são efetuadas através de entrevistas com as pessoas residentes, a inspeção visual da localidade, e o uso de armadilhas (compostas por uma substância adesiva atrativa). Com isso, pode ser avaliado qual será a melhor estratégia de controle ou se realmente existe a necessidade para tanto.

Controle químico

Os inseticidas utilizados no controle de baratas como os pós-secos, formulações para pulverizações residuais e aerossóis são eficientes (para infestações pequenas e localizadas) e práticos de serem usados, causando uma morte rápida. Apesar destas características, em geral, esses produtos não se mostram eficientes, devido à má qualidade da aplicação, pelos produtos terem uma formulação e dosagens incorretas, da utilização em momentos inadequados (alta densidade populacional), condições climáticas inadequadas e pela evolução da resistência. Como conseqüências da resistência ocorre uma maior freqüência de aplicações, aumento da dosagem utilizada, substituições por outros produtos (em média, uma classe de inseticidas é perdida a cada 10 anos), aumento da contaminação do meio ambiente, eliminação de organismos benéficos e na elevação dos custos. Como exemplo, somente no Estados Unidos os gastos com medidas de controle contra as baratas giram em torno de US$ 1,5 bilhões por ano. Além disso, o preço de lançamento de um produto no mercado elevou-se de US$ 2 milhões em 1950 para US$ 300 milhões em 2000. Além da resistência, vários fatores biecológicos têm contribuído para o sucesso das baratas (no caso de Blattella germanica) no ambiente urbano: ooteca de gestação múltipla (maior que o das outras baratas), alto potencial reprodutivo e as ninfas terem maiores chances de sobrevivência (pelo fato das fêmeas levarem a ooteca durante quase todo o período de desenvolvimento embrionário e pelas ninfas serem menores que os das outras espécies, se esconde em locais inacessíveis).

Como uma nova metodologia, as iscas vêm sendo adotadas nos últimos anos com razoável sucesso, sendo compostas por uma parte atrativa (mel, açúcar ou soja) e outra do principio ativo (propoxur, triclorfom, malatiom, diazinom, clorpirifós ou fipronil).[30] Em breve, outros tipos de princípios ativos serão utilizados, os IGRs (os juvenoides e os inibidores de síntese de quitina), sendo mais eficazes, devido à ausência de toxicidade para os vertebrados e de rápida degradação no meio ambiente. Estas iscas podem ser encontradas em três formatos: granulado (produto contido em pequenos envelopes), porta-isca e gelatinosa. O principal problema com as iscas é que elas geralmente apresentam uma baixa atratividade, pela competição com o alimento existente na residência.

Em resposta à utilização de iscas envenenadas, verificou-se que populações de baratas na Alemanha desenvolveram rapidamente um comportamento adaptativo de aversão àglucose, utilizadas nas iscas como fagoestimulante, o que aponta para uma grande capacidade adaptativa do sistema nervoso destes insetos.

Manejo do ambiente

A utilização de isca por si só não resolverá o problema, se um manejo adequado do ambiente não for efetuado, As baratas, como as demais pragas urbanas, invadem as residências na busca por alimento, água e abrigo. O manejo tem a finalidade de evitar ou dificultar o acesso a esses três fatores, é importante lembrar que somente a remoção dos locais de procriação (caixa de papelão, jornais e revistas antigas, roupas velhas, couro mofado e etc.), não é suficiente para, evitar o aparecimento de baratas em sua casa, que, deve estar principalmente higienizada, evitando o acumulo de lixo e resíduos de alimentos em qualquer parte da casa, uma casa bem higienizada estará livre das baratas.

10 coisas interessantes sobre elas

1 – Sem cabeça

Uma barata pode viver sem a cabeça por semanas e só vai morrer por conta da fome. Naturalmente elas já aguentam muito tempo sem ingerir qualquer tipo de alimento ou água, e a respiração delas é feita através de espiráculos ao longo do corpo, então a falta da cabeça não influencia tanto.

2 – Boas de prato

 

Quando existe algum tipo de escolha, as baratas geralmente optam por comidas mais doces, mas, quando os tempos ficam mais difíceis, elas podem comer de tudo: cola, graxa, sabão, couro, cabelo e, claro, fezes – talvez seja por conta disso que as pessoas achem elas tão nojentas. Ah, só tem uma coisa que elas não gostam tanto: pepino, e ninguém sabe explicar por quê.

Mas elas só recorrem a esse tipo de comida quando realmente não têm absolutamente nada mesmo para comer, como um último recurso: antes de chegar nesse estágio elas podem passar semanas sem ingerir absolutamente nada. Por outro lado, essa característica faz delas também ótimas consumidoras de lixo orgânico.

3 – The Flash

As baratas podem chegar a uma velocidade de 3,2 km/h. Achou pouco? Pois saiba que, relacionando com o tamanho do seu corpo, isso é muito rápido: se elas tivesse o tamanho de um guepardo, seria o equivalente a se movimentar a mais de 80 km/h.

Além disso, graças aos três pares de pernas e a um sistema extremamente sensível para detectar a mudança nas correntes de ar, uma barata tem um tempo de reação extremamente rápido, podendo chegar a 8,2 milissegundos. Além, é claro, de conseguir mudar a sua direção de forma brusca enquanto dão o “corridão”.

4 – Velhiiiiinhas…

Muito antes de o ser humano pensar em habitar esse planeta, as baratas já faziam suas presepadas por aqui. Os insetos já dividiram a Terra com os dinossauros e estima-se que as baratas como conhecemos já existam há mais ou menos 200 milhões de anos, enquanto seus predecessores já botavam as anteninhas para fora há 350 milhões de anos. Então, antes do ovo e da galinha, tínhamos baratas. Muitas baratas.

5 – Essa família é muito unida

 

Baratas são criaturas extremamente sociáveis e são capazes de reconhecer membros de suas próprias famílias, com diferentes gerações vivendo juntas. É tipo aquela bagunça de tio, tia, vó, pai e mãe na mesma casa.

Por isso, também, elas podem se sentir solitárias quando sozinhas e, se permanecerem dessa forma por muito tempo, podem até adoecer. Então pense bem, talvez aquela barata que apareceu na sua casa só queira um pouquinho de companhia!

6 – Hum… Que cheiro é esse?

Baratas soltam pum. Você pode nunca ter visto, mas segundo uma empresa britânica de controle de pragas, em relação ao peso corporal, as baratinhas soltam mais metano do que qualquer outra criatura na Grã-Bretanha.

A barata americana – a mais conhecida – chega a liberar 35 gramas de metano, mais de 43 vezes o seu peso corporal médio.

7 – Peste não!

Embora muitos considerem a barata de forma geral como peste, entre as quase 4 mil espécies que existem no mundo, somente 30 delas aproximadamente vivem em áreas urbanas, sendo que as mais comuns são as baratas americanas e as alemãs (também conhecidas como baratinhas).

E se você acha as baratas urbanas grandes, saiba que nos trópicos – e para a surpresa de ninguém, na Austrália –, algumas espécies que vivem em florestas podem chegar a 18 centímetros de envergadura ou 10 centímetros de comprimento. Melhor ficar com as comuns, né?

8 – “Bem-vindo a Barataville”

Um estudo conduzido em Nova York identificou que as baratas têm seus próprios “bairros”: os tipos genéticos delas variavam de acordo com a região e se agrupavam por tipos similares.

9 – Elas gostam de ser tocadas

A barata é um inseto tigmotrópico, ou seja, ela gosta de sentir algo sólido em contato com o corpo dela, de preferência em todos os lados. Isso explica o motivo de elas sempre se enfiarem em frestas e buracos justos, mas BEM justos mesmo, quase que exatamente do seu tamanho.

10 – Não, elas não são resistentes a um desastre nuclear

 

É verdade que elas são bem mais resistentes à radiação do que outros seres que não são insetos, tipo a gente. Elas chegam a aguentar algo em torno de 20 mil rads (unidade de radiação), mas a bomba de Hiroshima, por exemplo, chegou a emitir algo em torno de 34 mil rads. Então, apesar de estarem no planeta há bastante tempo, caso acontecesse um desastre desse tipo, dificilmente seriam elas que ficariam por aqui.

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